
Nômades digitais na costa do Brasil precisam de uma rotina de segurança para Wi-Fi.
Trabalhar de um café virou rotina para muita gente que decidiu misturar trabalho remoto com praia. O problema é que a rede Wi-Fi desses lugares raramente foi pensada para proteger quem está conectado nela.
Se você pode usá-lo, qualquer outra pessoa também pode.
Isso já é o suficiente para criar um risco. Numa rede aberta ou com senha genérica, qualquer pessoa conectada consegue ver boa parte do que passa por ali – incluindo o que você está digitando ou enviando. Não precisa ser um golpe elaborado. Às vezes é só um notebook mal configurado na mesa ao lado.
Aqui está outro cenário: alguém cria um ponto de acesso com nome parecido ao do estabelecimento (“Cafe_Wifi_Free” em vez de “Cafe_WifiClientes”, por exemplo) e espera que os clientes se conectem sem checar direito. Depois disso, tudo que passa por aquela rede pode ser interceptado.
Antes de conectar, vale perguntar ao atendente qual é o nome exato da rede.
Outras maneiras de se manter seguro sem ficar em casa
Outra prática que ajuda bastante é criar o hábito de nunca fazer login bancário ou de outros serviços sensíveis direto pelo Wi-Fi do estabelecimento. Um plano de dados do celular, usado como hotspot, já reduz bastante a exposição nesses momentos específicos.
Vale ter uma VPN ativa sempre que a conexão for feita por uma rede que não é a sua. Isso cria uma camada extra entre o seu tráfego e qualquer pessoa curiosa demais na mesma rede. Muita gente que viaja por longos períodos assina um serviço fixo e deixa configurado para ativar automaticamente. Um bom lugar para entender como isso funciona na prática, com detalhes sobre servidores e velocidade de conexão, é a página da ExpressVPN, que explica o processo de forma direta.
Autenticação em duas etapas é outro passo simples. Adiciona um segundo código, geralmente enviado por SMS ou gerado num aplicativo, antes de liberar o acesso à conta. Não impede todos os ataques, mas fecha boa parte das portas que uma senha vazada deixaria abertas.
Um detalhe que passa despercebido: muitos celulares e notebooks têm a opção de conectar automaticamente a redes conhecidas. Isso é prático no dia a dia, mas também significa que o aparelho pode se conectar sozinho a uma rede com nome parecido ao de um lugar onde você já esteve antes, sem você perceber. Vale desativar essa conexão automática e revisar de tempos em tempos a lista de redes salvas no aparelho, removendo as que não fazem mais sentido guardar.
Firewall do sistema operacional ligado, compartilhamento de arquivos desativado quando não está em uso, extensões desconhecidas removidas do navegador e o cadeado verificado antes de digitar qualquer dado de pagamento.