Embu das Artes

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Índice das atrações de Embu das Artes:

1 Feira de Artes e Artesanato de Embu

1.1 Histórico da Feira

1.2 Funcionamento

2 Capela de São Lázaro

2.1 Cássio M´Boy

3 Memorial Sakai de Embu

3.1 O mestre “Sakai de Embu”

4 Hospedagem

5 Como Chegar

Feira de Artes e Artesanato de Embu

Há 41 anos, o Centro Histórico de Embu das Artes, distante apenas 27 KM da capital paulista, é palco de uma das maiores manifestações artísticas e culturais do Brasil e do mundo. Em 36.000 m2, a tradicional Feira de Artes e Artesanato, que começou no Largo dos Jesuítas e se estendeu para as ruas e vielas do centro da capital, de outros estados e até de fora do país.

São mais de 500 expositores mostrando os seus trabalhos em telas, esculturas, objetos decorativos dos mais diversos estilos, camisetas, brinquedos pedagógicos, joia e bijuterias, artigos em couro.

O turista também pode apreciar uma gastronomia de qualidade, seja nas barracas ou nos restaurantes em torno do Centro Histórico, que oferecem pratos da cozinha brasileira e internacional.

Aos domingos, a Feira de Artes e Artesanato de Embu ganha um atrativo a mais. Quem gosta de plantas e flores não pode deixar de conhecer os produtos da “Feira do Verde”.

Paralelo ao desenvolvimento da Feira, foram surgindo as diversas lojas de artesanato e de móveis rústicos artesanais, galerias de arte e antiquários, tornando a cidade conhecida como Embu das Artes.

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Histórico da Feira

Oficialmente, a Feira de Artes e Artesanato foi criada em 31 de janeiro de 1969, depois do      1° Salão de Artes Plásticas de Embu em 1964.

Ao chegar na cidade, em 1959, Claudionor Assis Dias, o Mestre Assis do Embu, desenvolveu a sua vocação artística de escultor trabalhando com madeira, pedra-sabão e terracota, pintor, ator, bailarino e poeta. Com artistas como Solano Trindade e Sakai do Embu, foi um dos responsáveis pelo movimento artístico-cultural que criaria a Feira de Embu das Artes.

Essa expressão artística começou com os jesuítas e índios escultores e ganhou contornos caipiras com o pintor Cássio M´Boy na década de 30. Mas foi a Feira de Embu das Artes que valorizou os artistas locais e atraiu novos talentos – alguns eram expositores da Feira da Praça da República e de países vizinhos ao continente sul-americano, transformando a feira no grande atrativo turístico que é hoje. 

Funcionamento

Sábados, domingos e feriados. Das 10:00h às 17:30h.

Capela de São Lázaro

Capela de São Lázaro

A Capela foi construída em 1934 pela comunidade embuense. Em 1969, durante a reestruturação, foi estilizada para ficar em harmonia com a arquitetura colonial do Conjunto Jesuíta. Os principais atrativos são a imagem de São Lázaro, de autoria do artista Cássio M´Boy, e do Santo Cristo, entalhado por Zé Santeiro.

Cássio M´Boy

Antes de morar em Embu, Cássio já era artista conhecido. Desenhava e fazia obras de tapeçaria e decoração para casas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 1920, quando a cidade ainda era chamada de vila de M´Boy, o artista começou a desenvolver a arte com características de cultura caipira da região como pintor e santeiro. Foi quando passou a ser conhecido por Cássio M´Boy.

O São Lázaro, que ele esculpiu em 1926, é um exemplo da arte originalmente brasileira, sem influência do modelo europeu. Naquela época, sua casa era frequentada por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Nonê de Andrade, Cândido Portinari, Flávio de Carvalho, Menotti del Picchia, entre outros.

Cássio M´Boy foi o primeiro artista de Embu a ter reconhecimento internacional. Além da medalha de ouro que ganhou em 1937, em Paris, ele participou da XXVI Bienal de Veneza, do Salão Nacional de Tóquio, do Salão de Maio de Paris e, a convite de Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), fez exposição individual no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Depois de Cássio M´Boy, outros artistas vieram morar na cidade, como o ceramista Sakai do Embu, o pintor escultor Claudionor Assis Dias, o Assis do Embu; poeta e folclorista Solano Trindade, entre outros.

Memorial Sakai de Embu

Sakai do Embu

O memorial Sakai de Embu reúne dezenas de peças do artista Tadakiyo Sakai, um dos maiores e principais representantes da escultura no Brasil, respeitado por sua criação e pela originalidade de sua obra. Com monitores, o espaço leva o visitante a conhecer aspectos da vida de Sakai, seus prêmios, alunos e admiradores. Em dois anos, o Memorial Sakai recebeu a marca fantástica de quase 20 mil visitas, principalmente alunos de escolas do município e região.

Em uma área de 400 metros quadrados, o Memorial é um espaço cultural que, além do museu com obras do mestre e de seus alunos, tem exposições periódicas de outros artistas plásticos. E onde funciona uma escola de esculturas em terracota, cujo objetivo é descobrir novos talentos. Em 2005, foram incorporados ao acervo 22 baixos-relevos dos alunos do memorial, e a exposição em memória do artista plástico Dulpho Magalhães, também discípulo de Sakai.

No Memorial Sakai estão expostas não apenas a Via-Crucis, mas tantas outras peças do mestre. A Via-Crucis é composta por baixos-relevos de terracota. Neles, estão representadas a Paixão de Cristo, cenas da vida cotidiana da época, as lendas nacionais e o folclore local.

Esse mergulho na vida e obra de Mestre Sakai só é possível porque em novembro de 2003, a Prefeitura de Embu das Artes reparou uma injustiça histórica praticada contra a obra, o nome e a memória de Sakai de Embu. Sua obra mais conhecida, Via-Crucis foi totalmente destruída a golpes de picaretas. Após um comovente trabalho de reconstrução, as placas em cerâmica terracota ganharam um abrigo à altura de sua importância.

O mestre “Sakai de Embu”

Tadakiyo Sakai nasceu em 5 de janeiro de 1914, em Tushima, Nagasaki, no Japão, onde morava com o pai e uma irmã. Sua mãe faleceu quando ele tinha oito anos. Sempre gostou de pintura, desenho e escultura.

Em 1928, veio ao Brasil, aos 14 anos de idade, em companhia de seu pai, pois sua irmã também morrera aos 20 anos, deixando um grande vazio em suas vidas. Eles chegaram como visitantes e não como a maioria dos japoneses que vinha como imigrantes e deveria permanecer por um ano no país. Nesse período, seu pai também faleceu e, por ser muito jovem, Sakai acabou ficando no Brasil. Residiu em Pinheiros, em Taboão da Serra e fixou-se em Embu das Artes, onde aportou em 1952, após dar aulas de artes marciais e trabalhar com sericultura e agricultura. Escultor em terracota reconhecido no mundo todo, Sakai iniciou-se nas artes sob orientação de Cássio M´Boy e dos escultores Bruno Giorgi e Vitor Brecheret.

Ao reconhecer nesta cidade sua definitiva morada, o ceramista adotou o nome artístico de Sakai de Embu. Suas centenas de alunos sempre reconheceram no mestre uma simplicidade inegável e uma vontade e prazer de ensinar inabaláveis.

Hospedagem

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Como Chegar

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