Pesca em Ubatuba

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Pesca em Ubatuba - Foto
Pesca em Ubatuba

Conheça mais sobre algumas entre as inúmeras espécies de peixes para a prática de Pesca Esportiva encontradas em Ubatuba.

 

Garoupa

Garoupa - Foto
Garoupa

Existem várias espécies dos Serranidae (badejos fazem parte da família) com esse nome. Entre as mais conhecidas estão as pintadas, são-tomé e comuns. Apresentam segundo a espécie, pesos de três a 50 quilos. Os hábitos se assemelham aos dos badejos. Só são encontradas em fundos rochosos, barcos afundados e estruturas submersas.
Eventualmente, acha-se em estuários de rios com ligação com o mar.

A não ser na proximidade das pedras, não são pescadas em praias e, mesmo assim, com lançamentos muito próximos aos peixes.

Vorazes, possuem bocas imensas e têm o mesmo hábito de badejos de se esconder em tocas. Entretanto, sua força supera muito a dessa outra espécie. Podem viver e crescer dentro de tocas grandes até o ponto de não mais conseguirem sair.

Muito apreciadas na pesca profissional e de mergulho, há quem não as considere esportivas pelo hábito de se entocarem. Porém, a paciência, aliada a material adequado, possibilitam capturas incríveis de grandes exemplares.

Quando se refugiam, abrem suas fortíssimas guelras contra as paredes das pedras. Com isso, evitam serem trazidas para cima e costumam arrebentar muitas linhas.

Alimentam-se de peixes, camarões, siris, mariscos e caranguejos. Preferem iscas vivas, mas são pescadas, em geral, com sardinhas ou paratis inteiras. As mesmas artificiais para badejos podem ser usadas para essa espécie.

MODALIDADES – Como badejos, garoupas podem ser pescadas de fundo, embarcado ou em costões. Todos os materiais de pesca recomendados para aquela espécie servem para essa.

MATERIAIS – Aqui também se recomendam linhas de mão de espessuras superiores a 1,20 milímetro para possibilitar tira-las de buracos de pedras.

 

Robalo

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Robalo

O Robalo é um peixe esportivo e muito procurado, possui carne saborosa e de valor comercial, sua pesca tem sido praticada intensamente nos últimos anos, principalmente nas regiões próximas aos grandes centros populacionais do país, mas mesmo assim, com um pouco de insistência e conhecimento do local da pesca, ainda se pode duelar com grandes exemplares.

O Robalo pode ser encontrado em quase todo o litoral brasileiro. As espécies mais conhecidas são o Peva e o Flecha, o Peva não cresce muito, pode chegar no máximo a 5 Kg, já o Flecha existem informações de peixes pescados de até 25 Kg.

A pesca do Robalo é seguramente uma das mais técnicas que existem, onde muitos fatores como a lua, a temperatura da água, a transparência da água e a pressão atmosférica entre outros, podem determinar o sucesso ou fracasso da pescaria. A pesca pode ser realizada em vários locais diferentes como a praia, o canal, o costão, rios de água salobra, etc.

MODALIDADES – Para a sua pesca, podemos utilizar iscas naturais e artificiais. Dentre as naturais podemos citar o camarão vivo, o camarão morto, pedaços de sardinha ou lula, e pequenos peixes de preferência vivos como o amboré e a moréia. Quanto as artificiais, existe uma grande variedade que pode ser usada, isto dependerá do local da pesca (canal, costão, praia, etc.) e das condições deste local (transparência da água, velocidade da maré, etc.). As artificiais mais utilizadas são os plugs de superfície e meia água e os camarões artificiais.

MATERIAIS – Quanto as varas a serem utilizadas, isto também dependerá do local da pesca e da isca a ser utilizada, por exemplo: Se a pesca for realizada na praia e com isca natural, devemos utilizar varas longas acima de 4 m, para assim conseguirmos arremessos longos e atingirmos uma profundidade maior. Se a pesca for de canal, embarcada, com isca natural (camarão vivo por exemplo) e de rodada, uma boa opção seria utilizarmos varas de 3 e 3,5 m, para assim a isca se afastar um pouco mais do barco e não ficar sob ele. Já uma pescaria com iscas artificiais, no canal e embarcado, varas de 1,5 a 2 m são ideais, já que não necessitamos de arremessos muito longos e sim de arremessos precisos, próximo de estruturas onde possamos encontrar o peixe. Quanto a linha a ser utilizada ela pode variar de 12 lb até 20 lb, sempre dependendo do local da pescaria, ou seja se necessitarmos de arremessos longos, utilizaremos linhas mais finas, já quando utilizarmos iscas artificiais e pescamos próximo a galhadas e pedras onde o peixe poderá correr, necessitaremos de linhas mais grossas.

Outra dica importante é a utilização de um líder de linha mais grossa, 30 lb por exemplo, pois o Robalo possui uma lixa na boca e durante uma briga pode comprometer a linha.

 

Espada

Peixe Espada - Foto
Peixe Espada

Peixe bastante comum que vive em cardumes, em águas da beira-mar, seja em baías, mangues ou estuários, situando-se em profundidades intermediárias que não passam dos 50 metros. São extremamente vorazes, comendo peixes, moluscos, crustáceos, etc.

À noite se aproximam mais da costa, em especial das praias. Em função de seus dentes, todo o cuidado deve ser tomado no seu manuseio.

Na primavera e verão, os seus cardumes atingem maiores proporções, ocasião em que penetram em águas mais calmas para a reprodução. As Espadas tem o corpo muito longo, em forma de fita, com um focinho longo e pontudo.

A sua boca é bastante grande, tendo os seus caninos bastante acentuados. De cor prata, com o dorso mais escuro, variando de marrom a preto, e alguns reflexos dourados na cabeça. Chega a atingir 2 kg e pesar 4 kg.

Sua carne, apesar da grande quantidade de espinhas, é bastante apreciada.

MODALIDADE E MATERIAIS – A sua pesca esportiva encontra praticantes em grande quantidade, tanto no uso de iscas naturais como de artificiais. A isca mais utilizada é a sardinha, normalmente cortada ao meio e colocada num empate com garatéia ou dois anzóis. Já as iscas artificiais mais usadas, são as de meia águas, como as Bomber, quando utiliza-se normalmente a técnica do corrico. Quando é encontrado um cardume, não é raro pegar-se dezenas delas.

Todo o cuidado é pouco na hora da retirada dos anzóis.

 

Acnchovas

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Anchovas

Consideradas pelágicas (ou seja, de passagem, ou não resistentes) atuam desde águas costeiras até o mar aberto. Preferem águas mexidas e temperadas.
Normalmente, são facilmente encontradas e capturadas em marés vazantes de luas grandes (cheia ou nova). Têm comportamento muito predador e muitas vezes atacam pelo puro prazer da atividade.

Comem mais que o próprio peso todos os dias. Seus dentes muito fortes exigem cuidados ao tentar capturá-las e sua esportividade impressiona.
Podem chegar a mais de 12 quilos. Também as chamam de enchovas marisqueiras. Vivem em grandes cardumes quando jovens e, às vezes, solitárias quando grandes. Muito comuns no Sudeste do Brasil.

MODALIDADES – Podem ser encontradas desde o fundo até a superfície. Usa-se iscas artificiais (jumping jigs ou colheres metálicas) ou naturais (sardinhas).

MATERIAIS – Variam conforme a modalidade. Para artificiais e naturais, usa-se caniços entre 1,95 metros e 2,45 metros em pesca embarcada e 2,75 metros e 3,60 metros em costões ou praias.

 

Betara

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Betara

Típicos peixes de areia, estão entre os mais procurados em praias. Há dois tipos diferentes de betaras, uma clara, quase branca, e outra mais escura e ambas não crescem muito, chegam ao máximo de um quilo e pouco. As betaras alimentam-se de minhocas da areia, tatuís, sarnambis e pedaços de camarões e sardinhas.
Por se acharem facilmente em todo o Brasil, têm diversos outros nomes característicos como judeos, papa-terras e pernas-de-moça.

Vivem tb em fundos de cascalho e lodo e sua carne, apesar de muito boa, não tem comercialização pela dificuldade em capturá-los por meio de métodos produtivos.

MODALIDADES – A forma de capturá-los é fundamentalmente de arremessos em praias, conhecida como surfcasting. Gostam muito de circular nas faixas mais próximas das arrebentações. As betaras brancas se acham em praias de mar aberto e as escuras, em estuários, baías e praias fechadas.

MATERIAIS – Material leve com elas dá maiores emoções. Assim, equipe-se com caniços de 2,75 metros, linhas de 0,165 milímetro a 0,20 milímetro e arranques de linhas 0,35 milímetro, com chumbadas triangulares pequenas.

 

Pampo

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Pampo

Existem de três a quatro espécies distintas no Brasil. Todas são consideradas excelentes para o esporte, pelas características de alta velocidade e resistência. Os menores, pampos galhudos, raramente atingem um quilo. Têm as pontas das nadadeiras dorsal e anal compridas e negras, o que os distinguem das outras espécies.
Valentes, devem ser procurados em faixas de arrebentações de praias e no meio da espuma em costões.

Pampos comuns crescem até cerca de quatro quilos e sua parte inferior do corpo é bem amarelada. Com força incomum, encontra-se nas mesmas áreas que os galhudos.
Já os maiores pampos-sernambiquaras podem chegar a 40 quilos. Procure-os principalmente em torno de ilhas costeiras.

Sua alimentação básica provém de areias e pedras. Entre os pratos prediletos estão mariscos, tatuís, sarnambis, camarões, corruptos, siris, etc.

As melhores oportunidades para capturá-los ficam, basicamente, nas maiores profundidades. Porém, em beiras de pedras e ilhas, muitos exemplares se aproximam em busca de alimentos e acabem subindo à meia-água e até à superfície.

Iscas artificiais não trazem grandes resultados, mas muitos pampos e galhudos já foram capturados com jigs arremessados em beiras de pedras. Nos EUA, vários adeptos de fly gostam de pegar sernambiquaras. Entretanto a espécie têm características totalmente distintas das encontradas no Brasil.

MODALIDADES – Pesca-se pampos principalmente em praias. Os galhudos são comuns em arrebentações. Os arremessos devem ser efetuados junto aos primeiros canais da praia, sobretudo nas rasas, mais adequadas.

MATERIAIS – Para galhudos, em praias, você necessita de caniços de até 2,75 metros (médio-pesados) e linhas finas com molinetes e carretilhas médias e rápidas. Os anzóis ideais são os japoneses akita, com números variando entre 4 e 10 (tamanhos ascendentes), de acordo com as dimensões de espécimes encontrados.

Os comuns, nessas áreas, pedem varas por volta de 3,60 metros, molinetes, linhas finas (entre 0,20 milímetro e 0,25 milímetro), de preferência, de bobinas cônicas, para facilitar longos arremessos e anzóis do modelo maruseigo nos números entre 12 e 18.

Para sernambiquaras, são fundamentais linhas acima de 0,40 milímetro para grandes espécimes, caniços com, no mínimo, 3,30 metros e pesados e fortes o suficiente para brigarem com peixes sobre pedras.

 

Pargo

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Pargo

O sabor de sua carne os faz muito procurados e, por isso, até exportados. Sua pele tem coloração rósea e são encontrados em águas rasas até 200 metros de profundidade. Andam em cardumes, o que facilita pega-los com anzóis de médios para grandes. Os maiores exemplares chegam a quatro ou cinco quilos e você só os pega em pontos distantes da costa, em águas mais profundas. Acha-se os menores facilmente em ilhas costeiras.

Entram em sardinhas, camarões e lulas. A pesca profissional da espécie fez com que fosse criado o termo pargueira, que identifica o chicote que leva de cinco a dez anzóis, todos sobre parcéis, à procura de pargos.

MODALIDADES – Para capturar esses peixes normalmente precisa-se de barco. Em locais rasos e próximos da costa, caniços muito pesados são desnecessários. Seu esforço não torna essa pesca das mais emocionantes.

MATERIAIS – Use modelos curtos e médios ou médio-pesados, munidos de carretilhas ou molinetes com linhas de até 0,35 milímetro. Consegue-se resultados com chicotes com até cinco anzóis, maruseigo número 14, iscados com lulas, camarões ou sardinhas.

 

Tainha

Tainha Foto
Tainha

A tainha é um peixe que integra uma família conhecida como mugilídeo. Este animal aquático está disseminado por todo o Planeta; a maioria pode ser inserida no gênero Mugil, mas outros gêneros também se enquadram nesta categoria. Ele pode ser encontrado principalmente em litorais de clima temperado e tropical, mas alguns vivem igualmente em águas doces.

Este peixe se destaca nos estuários brasileiros, partes de um rio que estão próximas de sua foz no mar, onde a água doce se confunde com a salgada. Largamente utilizado na gastronomia humana desde a época dos imperadores romanos, comum na cozinha do Mediterrâneo, ele é um animal muito visado pelos pescadores. Além do mais, é incrivelmente esportivo, devido a sua intensa velocidade e sua proximidade da porção superior das águas, por essa razão é considerado o maior da espécie nas disputas de pesca apeada marítima, também realizada, em alguns pontos, na água doce.

A tainha ocupa lugares como costas repletas de rochas, manguezais e praias. O inverno é o melhor momento para sua pesca, exatamente quando estes peixes se reproduzem. Nos dias em que o sol brilha intensamente, eles buscam as sombras das árvores nos manguezais. Embora seja muito procurado, ele é visto como um alimento de segunda categoria, por esta razão não é preciso dispor de um alto valor monetário para adquiri-lo. Este animal pode alcançar o peso de sete quilos; é mais fácil encontrá-lo em baías e águas estagnadas.

MODALIDADES – Para sua pesca é preciso usar fios muito delegados e iscas bem discretas, que realmente estimule este peixe a sair de sua postura normalmente receosa. Com certeza quem o desafia presenciará lutas de uma beleza sem par. O principal prato da refeição da tainha é, sem dúvida, a alga, mas é possível capturá-la utilizando miolo de pão como isca.

MATERIAIS – Como sua boca é pequena, é necessário escolher anzóis número 12 ou 14. Outro artefato essencial na sua pesca é a bóia, produzida exclusivamente para apanhar a tainha. Na bagagem do pescador deste peixe não podem faltar uma vara para fios de 8 a 20Lbs, e carretéis que suportem cerca de 100m de linha de 0,30mm de diâmetro.

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